segunda-feira, 26 de abril de 2010

Quando as Borboletas Azuis Morrerem


Ao cair o meu corpo no chão

Pintado de anil

As borboletas azuis jazerão

Para sempre em meu coração

A morte vai ser menos hostil

Azul entre anil

Meus olhos passarão a voar

E a faiscar de paixão

Ao cair meu corpo no chão

A terra há de florir revoadas

De pétalas azuis anis

E pelo ar cheiro de jasmim

Ao cair meu corpo no chão

O pó levantará suas mãos

Alcançará as borboletas azuis

Que em carrossel dançam

Em volta da minha aura.

Ao cair meu corpo no chão

Hão de morrer comigo

Borboletas azuis

E juntos voaremos aos jardins do céu

Que um anjo reservou um dia para nós

Ao cair meu corpo no chão

Hão de morrer as borboletas azuis

Num clarão enfurecido

De tons anil anis

Sem data

Luciano Oliveira

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